Buster Keaton cresceu fazendo números cômicos com seus pais, entre eles “Os três Keatons” onde a grande piada era como disciplinar uma criança mal-educada. Tornou-se um ator de muitos recursos e de impressionante presença cênica.
O humor nos filmes de Buster Keaton, basicamente, se fazia através das chamadas gags; corridas, quedas, fugas. Uma das grandes inovações de Keaton, no entanto, é o fato de sua comédia se basear num personagem impassível, que mantém as mesmas feições diante dos fatos ocorridos.
Isso explica os apelidos dados a ele pelos críticos; O Grande cara de pedra e O homem que nunca ri. Keaton percebeu que ao não modificar sua expressão, o espectador projetaria suas aspirações sentimentais, sensoriais e morais. Assim, pode-se afirmar que, de certa forma, ele pré-concebeu intuitivamente a famosa Experiência Kuleshov.
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Aos 21 anos de idade, com o encerramento da carreira de seu pai, que se tornara alcoólatra, Buster Keaton rendeu-se à atração que tinha pelo cinema e mudou-se para Nova York. Lá, encontrou um antigo companheiro, o ator Roscoe "Fatty" Arbuckle, que o convidou para trabalhar com ele no filme "The Butcher Boy" (o Menino Açougueiro).
A dupla cômica fez um sucesso tão grande que logo foi convidada para estrelar uma sucessão de onze comédias. Keaton passou a escrever seus próprios esquetes e trabalhar como assistente de direção nos filmes de que participava. Logo passou a escrever seus próprios filmes.
Em 1928 Keaton vendeu seu estúdio de produção para a MGM – o que ele consideraria mais tarde seu maior erro. Obrigado a adaptar-se ao esquema de produção de um grande estúdio e trabalhando como assalariado, Keaton envolveu-se com o álcool, assim como o pai.
Keaton passou a década de 1930 em relativa obscuridade, escrevendo "gags" para vários filmes, inclusive alguns dos Irmãos Marx, como "Uma Noite na Ópera" e "No Circo". Também fez aparições em filmes como "Crepúsculo dos Deuses", de 1950, e "Mundo Maluco", de 1963.
Um dos momentos mais significativos da sua carreira de ator aconteceu em 1952, quando participou do filme de Charles Chaplin "Luzes da Ribalta". Keaton e Chaplin fazem um número de dez minutos em dueto – em que dois velhos atores de "vaudeville" tentam resgatar os bons tempos.
Nos anos 1950, Keaton estreou duas séries bastante populares para TV: o "Buster Keaton Show", e o "Ao Vivo com Buster Keaton". O ator também chegou a trabalhar em comerciais de TV. Em 1965, poucos meses antes de sua morte, Buster Keaton protagonizou o único filme realizado pelo teatrólogo Samuel Beckett, chamado simplesmente "Filme". Além de trenzinhos de brinquedo, o que mais atraía Buster Keaton era representar. Foi o que fez até 1966, quando morreu vítima de um câncer no pulmão.
Fonte: Copiei de um monte de lugar
Dica do vídeo: @Fernando_Borghi

























